Rastreando um único tipo celular através da tomografia: nova abordagem para estudar biologia celular in vivo!

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Créditos da imagem: Thunemann et.al., 2017

Tecidos e órgãos consistem em vários tipos de células diferentes, como sangue, osso, fígado, músculo ou células nervosas. A migração ou mudança no número de tipos de células específicas é um processo normal no corpo, mas também está associado a muitas doenças. Por exemplo, a proliferação e migração de células imunes leva a inflamação, o crescimento celular descontrolado desencadeia câncer ou arteriosclerose e a perda de certas populações celulares é a causa do diabetes mellitus ou da doença de Alzheimer.

Esses processos são baseados em interações complexas de diferentes tipos de células. Para compreendê-los, todo o organismo deve ser estudado. Um método novo e confiável para marcar células pode simplificar pesquisas em doenças como o infarto do miocárdio, diabetes ou doença de Alzheimer e ainda reduzir o uso de animais em experimentos.
Cientistas da Universidade de Tübingen desenvolveram um método pelo qual eles podem marcar tipos de células específicas em camundongos e monitorar seu comportamento usando tomografia de emissão de positróns (PET). O rastreamento celular baseado em PET permite que os cientistas observem processos de vida complexos no corpo sem submeter os animais a métodos invasivos. O novo método de rastreamento celular é baseado em uma enzima repórter de PET artificial, que pode ser produzida por um truque genético em cada tipo de célula do animal a ser estudado (por exemplo, apenas nas células T do sistema imunológico).

A enzima faz com que uma substância radioativa, o rastreador de PET, se acumule nessas células específicas. A radiação é inofensiva para o animal e pode ser detectada com um tomógrafo de emissão de pósitron e mostrado na tela. O método de PET tem sido usado em seres humanos por um longo tempo e como um procedimento não-invasivo, ele causa menos estresse procedimental do que outros métodos de diagnóstico.

Todos os detalhes do trabalho estão publicados na Nature Communications:

Cre-lox-assisted non-invasive in vivo tracking of specifica cell populations by positron tomograhy