Novos insights sobre migração celular.

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Créditos da imagem: Mao et.al., 2017.

Pesquisadores do Centro Johns Hopkins relataram a descoberta de um mecanismo em amebas que rapidamente muda a maneira como as células migram, redefinindo sua sensibilidade para os eventos de sinalização interna que ocorrem naturalmente e que conduzem ao movimento migratório.

A descoberta, publicada na Nature Cell Biology, demonstra que o comportamento migratório das células pode ser menos “estereotipado” do que se pensava anteriormente, dizem os pesquisadores, e avança a possibilidade futura de encontrar maneiras de manipular e controlar algumas formas mortais de migração celular, incluindo as metástases de células neoplásicas.

Em diferentes tecidos dentro do corpo, as células adotam formas diferentes de migrar, com base em seu perfil genético e ambiente. Isso lhes dá uma melhor eficiência para executar tarefas específicas. Por exemplo, os glóbulos brancos prolongam rítmicamente pequenas protuberâncias que lhes permitem se “espremer” através dos vasos sanguíneos, enquanto as células da pele se deslizam, ritmicamente para fechar feridas. Por outro lado, a migração celular descontrolada contribui para doenças, incluindo câncer e aterosclerose, por exemplo.

A migração de células tumorais para locais distantes no corpo, ou metástase, é o que mata a maioria dos pacientes com câncer e a migração defeituosa de glóbulos brancos causa aterosclerose e doenças inflamatórias, como a artrite, por exemplo.

Entenda mais sobre migração celular no paper em anexo:

Altering the threshold of an excitable signal transduction network changes cell migratory modes