Novos alvos para o tratamento da doença de Alzheimer: manter a “saúde” das mitocôndrias pode frear o acúmulo das placas amiloides.

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Creditos da imagem: Sorrentino et.al., 2017

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência e neurodegeneração em todo o mundo. Uma característica importante da doença é o acúmulo de placas proteicas tóxicas no cérebro, formada pela agregação anormal de uma proteína chamada beta-amilóide dentro dos neurônios.
Ainda sem cura, a doença de Alzheimer representa um fardo significativo nos sistemas de saúde pública.

A maioria dos tratamentos se concentra na redução da formação de placas amilóides, mas essas abordagens não foram conclusivas. Como resultado, os cientistas estão agora procurando por estratégias alternativas de tratamento, uma das quais é considerar a doença de Alzheimer como uma doença metabólica.
Durante o envelhecimento normal e em casos de doenças associadas à idade, como a doença de Alzheimer, as células enfrentam dano crescente e lutam para proteger e substituir as mitocôndrias disfuncionais. Os cientistas identificaram dois mecanismos que controlam a qualidade das mitocôndrias: primeiro, a “mitochondrial unfolded protein response” (UPRmt), que protege as mitocôndrias dos estímulos de estresse. Em segundo lugar, a mitofagia, um processo que recicla mitocôndrias defeituosas. Ambos os mecanismos são a chave para adiar ou prevenir danos excessivos na mitocondria durante a doença.
A equipe de pesquisadores começou testando compostos bem estabelecidos, como o antibiótico doxiciclina e a vitamina nicotinamida ribossídica (NR), que podem ativar os sistemas de defesa UPRmt e mitófagicos em um modelo de C. elegans e murino da doença de Alzheimer. A atividade metabólica, o desempenho e o tempo de vida dos vermes expostos às drogas aumentaram notavelmente em comparação com os vermes não tratados. A formação da placa também foi significativamente reduzida nos nematódeos tratados e nos camundongos.

Veja mais sobre a pesquisa no papear em anexo:

Enhancing mitochondrial proteostasis reduces amyloid-β proteotoxicity