Espremendo núcleos para garantir sua localização: uma das peripécias das células musculares estriadas.

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Créditos da imagem: Roman et.al., 2017.

Estima-se que, até 2050, a população mundial acima dos 60 anos de idade irá duplicar em torno de 2 bilhões em todo o mundo. Este envelhecimento generalizado representa uma série de desafios para a sociedade. Uma característica das células musculares estridas é a posição única de seus núcleos na periferia celular.

Em múltiplas doenças musculares, esse posicionamento nuclear não ocorre. Embora a gravidade dos sintomas varie entre os indivíduos afetados, essas doenças resultam em uma perda gradual da função muscular. Porém, como o núcleo de uma fibra muscular é direcionado para se localizar na periferia e qual a importância deste direcionamento? Um grupo de pesquisadores do Instituto de medicina Molecular de Lisboa trouxe algumas respostas neste tópico.

Usando abordagens teóricas e experimentais, foi demonstrado que o movimento nuclear na periferia das miofibras é mediado por forças centrípetas ao redor do núcleo. Essas forças surgem da contração das miofibrilas em combinação com a regulação rigorosa da rigidez nuclear pelas laminas nucleares A e C.

Além disso, um complexo Arp2 / 3 contendo Arpc5L em conjunto com γ-actina é necessário para organizar a proteína desmina necessária para ligar as miofibrilas ao núcleo.

Em resumo, o trabalho revela que as forças centrípetas exercidas por miofibrilas “espremem” o núcleo para a periferia das miofibras.

Myofibril contraction and crosslinking drive nuclear movement to the periphery of skeletal muscle