Envelhecimento celular: uma estratégia para evitar o câncer.

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Créditos da imagem: Dou et.al., 2017.

O estresse pode ter um efeito profundamente deletério sobre o corpo humano. Mesmo as células individuais têm sua própria maneira de lidar com estresses ambientais, como a radiação ultravioleta do sol ou microorganismos. Uma resposta ao estresse – chamada senescência – pode levar células a parada de divisão, o que ocorre em alguns casos de câncer e envelhecimento. As células de mamíferos têm maneiras complicadas de se protegerem de se tornarem cancerosas.

Uma maneira é forçar o “envelhecimento prematuro” pela senescência, um processo que induz as células a parada da multiplicação. Embora a senescência pode suprimir o câncer, que é o lado bom desse equilíbrio fisiológico, há também um lado sombrio. A senescência está associada ao envelhecimento normal e as células senescentes se acumulam em tecidos envelhecidos. Essa acumulação prejudica o tecido saudável ao desencadear a hiper-inflamação.

Este excesso de estoque eventualmente contribui para doenças relacionadas à idade, incluindo câncer, doenças cardíacas e neurodegeneração. A ideia geral para terapia futura é fazer uma pequena molécula que possa parar o lado escuro da senescência para tratar doenças relacionadas à idade, especialmente aquelas relacionadas à inflamação crônica.

Veja mais neste trabaho publicado na Nature:

Cytoplasmic chromatin triggers inflammation in senescence and cancer