Ainda podemos acreditar no uso das células-tronco para o tratamento de lesões medulares? Enxerto de células-tronco humanas em macacos levaram a regeneração da medula lesionada.

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Créditos da imagem: Rosenzweig et al., 2018.

O crescimento e a proliferação de células-tronco enxertadas em lesões da medula espinhal são dificultados por uma infinidade de desafios biológicos inatos. Por exemplo, a região que envolve o local da lesão – a chamada matriz extracelular – inibe o crescimento da mesma maneira que uma cicatriz superficial nunca se assemelha ao tecido original, em forma ou função. O sítio lesão é abundante em mielina, rica em proteínas inibitórias de crescimento, e pobre em neurotrofinas, que estimulariam a regeneração dos axônios e sinapses das células nervosas. Contudo, uma equipe diversificada de neurocientistas e cirurgiões enxertou com sucesso células progenitoras neurais humanas em macacos rhesus com lesões da medula espinhal.

Os enxertos não só sobreviveram, mas levaram a formação de centenas de milhares de axônios e sinapses, resultando em uma quase total recuperação no movimento do antebraço nos macacos. Este achado transcende os achados do mesmo tipo em roedores, agora, com um modelo animal mais próximo taxonomicamente dos humanos.

Veja o trabalho na íntegra:

Restorative effects of human neural stem cell grafts on the primate spinal cord

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